29.4.13

A ingratidão




Nota prévia: Para quem não acompanhou as primeiras postagens do assunto:



Iniciando o tópico da ingratidão - uma observação deve ser feita!Costumeiramente ao abordarmos assuntos mais solenes (como o amor e suas implicações) clamamos por uma resposta pronta (que não exija compromisso algum com a reflexão). De fato, nos encontramos - não raras vezes - sob a influência dos mais diversos chavões regendo nosso cotidiano.

Um desses clichês é a tão propagada frase: "O contrário do amor não é o ódio, é a indiferença". Suponho - sem necessitar de acurados dotes de adivinhação que tal sentença fez/faz parte do cotidiano do estimado leitor. Há realmente veracidade na mesma?

Confesso a minha dificuldade em confirmar tal conclusão, e a motivação de tal discordância é simples: penso que a ingratidão seja muito mais incisivo e eficaz do que a mera indiferença.Tentarei me explicar adiante.

Parto do seguinte pressuposto: visualizo a indiferença - por mais extravagante que isso possa parecer ao leitor - como uma contribuição para a pessoa apaixonada obter uma reaproximação - do que propriamente uma antítese, um sentimento antagônico que rivaliza e enfraquece o amor.

Baseio-me na simplória constatação: em matéria de amor - ordinariamente nos ausentamos (propositalmente)para que percebam (novamente) o impacto/importância de nossa presença.Ou seja, concebo a indiferença (obviamente - acatando as exceções existentes) como uma atitude que não tenha como fim principal extinguir o amor, que trabalhe como adversário deste; ao revés - é um expediente utilizado para redescobertas amorosas.

É a ingratidão que se configura como remédio fatal do amor! Que o leitor considere diversos fatores para subscrever tal opinião: distância e tempo - em regra - não têm o condão de modificar a afeição - talvez sim certos acidentes (como a intensidade), mas não se deixará de amar alguém quando privado de sua companhia (às vezes o efeito até age em sentido contrário), entretanto, com a ingratidão tudo se encerra.

A ingratidão repercute e incide em ponto cirurgicamente estratégico: o motivo/razão para o sentimento.Sendo mais enfático: a ingratidão não atinge tão somente um ou alguns locais determinados (como pode acontecer de passagem com a indiferença), quando nasce o sentimento da ingratidão – ela atua diretamente sobre o amor, retirando qualquer motivo para a permanência do mesmo!

Fosse possível relacionar o amor, a ingratidão e o ódio, seria feito da seguinte maneira: topologicamente o amor estaria em primeiro quadro e a ingratidão num segundo plano dividindo espaço com o ódio (ou indiferença). Penso que dessa maneira – possa-se salvar e utilizar o referido chavão do começo do texto – sendo o “ódio” (nomenclatura mais forte para a indiferença) consequência natural do desencanto, da ingratidão!


E você leitor: concorda com o clichê da frase ou tem outra opinião para o oposto do amor?

11 comentários:

  1. Oi flor. Já curti sua pagina no face.
    Obrigada pela visita lá no blog.
    Beijos :*

    http://minhasreallidades.blogspot.com.br/

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  2. Para mim o ódio é a falta de amor. E do coração do homem procedem os maus desígnios, e aqui subentende-se a falta do amor ao próximo e amor a si próprio. Entendo que o amor é um sentimento altruísta, e o ódio, por sua vez, egoísta, e por aí seguem várias antíteses, onde o amor sempre se contrapõe ao ódio.

    Obrigada por comentar no meu blog.
    http://lookdasimone.blogspot.com.br
    =*

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  3. Acho que você fez esse texto pensando em mim! Hahahaha
    Super concordo! ;)

    Blog: www.kaahmenezes.com
    Fã page: www.facebook.com/kaahmenezes1

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  4. Não acho que a indiferença tenha relação com o ódio. Não acho mesmo. Se você odeia alguém, existe um sentimento (mesmo que muito ruim) sendo direcionado a outra pessoa.
    Mas, se você for indiferente então o sentimento é nulo. Não há direcionamento, não há atenção, não há energia. Há ausência e "desimportância".

    O contrário do amor e que causa maior sofrimento é, para mim, a indiferença.

    Beijos!!!!

    Ah, o blog tá com a primeira pesquisa sobre o leitor no ar. Espero sua resposta.
    Beijo,
    Pâmela Rodrigues
    http://listerealize.com

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  5. Parabéns pelo texto meu caro amigo. Sucesso!

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  6. Concordo plenamente com você Vitor!
    www.blogdajoanna.com

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  7. Oi querida! Nossa, muito obrigada pelo apoio...fico feliz que tu já esteja seguindo meu novo blog!
    Espero que goste dos textos de lá...e me desculpe pelo comentário rápido de hoje, eu estou correndo com algumas coisas aqui, mas tinha que vir te agradecer pelo carinho! <3

    Beeijos amore!
    http://planejandoarotina.blogspot.com

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  8. Minha frase clichê nao é minha... è que o oposto do amor é a Indiferença...

    bjkss

    http://consuminhosecaprichos.blogspot.com.br/

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  9. Não concordo que o oposto do amor seja a ingratidão..sinceramente,lendo o texto, não consigo identificar o sentimento que possa se adequar..ingratidão..também, mas outros sentimentos também se encontram presentes.
    Abraços.Sandra

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  10. Oi ela, realmente adorei o texto.
    Bjus!

    http://minhasreallidades.blogspot.com.br/

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